Transferência de CR7 subverte lógica e “desloca” eixo do futebol | Bastidores da Notícia

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Subversiva. Assim pode ser definida a transferência de Cristiano Ronaldo à Juventus. Não apenas por se tratar da mudança de clube do melhor jogador do mundo em quatro dos últimos cinco anos, mas, principalmente, por inverter a lógica recente do futebol europeu. Vendedora e em baixa desde o início da década, a Itália promete, agora, recolocar-se no foco do mundo da bola.


  • Por Jovem Pan
Real Madrid comunica saída de Cristiano Ronaldo para Juventus


A última grande conquista de um clube italiano em âmbito continental aconteceu em 2010, com a Inter de Milão campeã europeia e do planeta sob as batutas de Júlio Cesar, Sneijder e Milito. Desde então, o que se viu foi um “quase-desaparecimento” dos times da “Velha Bota” nas grandes competições europeias. As únicas exceções foram a Roma, semifinalista da Champions na última temporada, e a Juventus, vice-campeã continental em dois dos últimos quatro anos.



A transferência de Cristiano Ronaldo fortalece ainda mais a atual heptacampeã nacional, é verdade, mas carrega consigo um significado muito maior do que questões relacionadas a campo e bola. A contratação do jogador mais premiado e midiático do momento, no auge de sua forma, é uma demonstração de força do futebol italiano. Uma mensagem emblemática de um país que reunia os principais craques do mundo há 30 anos, mas se enfraqueceu consideravelmente e sequer disputou a última Copa.


Ter Cristiano Ronaldo é ter um atleta capaz de atrair os olhares de torcedores de todo o mundo e, por que não, outros craques para a disputa de um campeonato que, em algumas décadas, deixou o topo do planeta para dar lugar às ligas de Inglaterra, Espanha, Alemanha e até França. É ter não só um goleador implacável, mas também uma máquina de movimentar dinheiro. É, sobretudo, ter o que de melhor se pode ter no futebol atual.

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