00:00:00 Uma usina de R$ 15 bilhões em Guajará Mirim/RO | Bastidores da Notícia

O anúncio da reunião entre representantes da Bolívia e Brasil com a proposta de discutir a construção de uma nova usina em Rondônia.


O anúncio da reunião entre representantes da Bolívia e Brasil com a proposta de discutir a construção de uma nova usina em Rondônia, anima o mercado econômico dos dois países, mas coloca em discussão problemas sociais ocasionados em território brasileiro. É claro que tudo está em fase de discussão, mas o que existe de concreto, segundo reportagem publicada na edição de quinta-feira do jornal Valor Econômico, e reproduzida por este Diário, é que o investimento deve custar algo em torno de R$ 15 bilhões.
De acordo com reportagem publicada pela Agência Brasil, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), em parceria com a Eletrobras e a Empresa Nacional de Eletricidade da Bolívia (Ende) , lançou uma licitação pública internacional para estudos de inventário hidrelétrico binacional em parte da Bacia do Rio Madeira e nos principais afluentes em territórios brasileiro e boliviano.
A Eletrobras informou que o serviço a ser contratado para os estudos do inventário consideram os trechos binacionais dos rios Mamoré, Guaporé/Itenez e Abunã, além de parte do rio Beni, na Bolívia. Será avaliado o potencial hidrelétrico após a identificação da melhor alternativa de aproveitamento hidrelétrico ao menor custo, com o mínimo de impactos socioambientais e retornos socioeconômicos. Essas exigências estão incluídas no termo de referência que será disponibilizado aos interessados na licitação.
Mas a única certeza desse empreendimento é o local. Será na região de Guajará-Mirim, um município onde os problemas na área de saúde, educação e infraestrutura são bem parecidos com Altamira, no Pará. A região foi impactada com a construção da usina de Belo Monte, cujo investimento trouxe uma série de problemas econômicos para a cidade. Um deles, é a falta de saneamento básico.
Ontem, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu a licença de operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, após acatar recurso do Ministério Público Federal no Estado (MPF-PA). A suspensão aconteceu justamente pelo fato de a Norte Energia, empresa responsável por Belo Monte, não realizar obras de saneamento básico na cidade de Altamira, uma das condicionantes do empreendimento.
Em Rondônia, caso o empreendimento realmente avance, os governos terão sérios problemas bem parecido com os enfrentados hoje na região de Altamira. Os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e os distritos de Nova Mutum e Jacy-Paraná, não têm estrutura para receber uma obra desse porte. Será necessário ajustar os empreendimentos bem antes da fase inicial das obras, caso contrário, teremos mais problemas na área da saúde. Com informações site Diario da Amazonia

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