RONDÔNIA: Aparecem novos casos da Baleia Azul; Suicídio de uma adolescente pode ter ligação com o jogo | Bastidores da Notícia

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Após a publicação do que seria o primeiro caso no município de Jaru, de vitima do jogo mortal “Baleia Azul”, fomos informados pelo especialista, pastor Mauricio Brito que é Psicólogo Clínico, Neuropsicologo, Especialista em Saúde Mental e Analista do Comportamento, que infelizmente a abrangência do problema é ainda maior, já havendo outros casos.

Duas adolescentes de 13 anos, uma da cidade de Jaru e outra de Gov. Jorge Teixeira, estão sendo acompanhadas pelo especialista.
Um outro caso, que resultou em suicídio cometido por uma jovem no distrito de Colina Verde, pode ter ligação com o jogo.

As meninas que estão sendo submetidas a tratamentos psicológicos, supostamente estavam no que seria a fase quatro do jogo, corte nos braços com o desenho de uma baleia.

De acordo com Mauricio Brito, o jogo acaba sendo um “gatilho” que evidencia graves distúrbios psicológicos, “é preciso muito esforço e envolvimento dos familiares no processo psicoterapeutico, Baleia Azul é apenas um retrato do quadro caótico moral e espiritual em que se encontra a sociedade contemporânea”, conclui o especialista.

Uma análise psicoteológica sobre o jogo a Baleia Azul – Por Mauricio Brito:
Começo com os textos Bíblico: Os.4.6; 1Co.6.12 para dar luz aquilo que pretende-se explicar, a maioria das pessoas caem em armadilhas, nas astutas e ciladas do inimigo por falta de conhecimento bíblico, teológico e doutrinário; essas pessoas ficam vulneráveis aos ataques de pessoas usadas pelo inimigos, cf. Ef.6.11.

Nas ultimas semanas (04/2017) comecei a receber varias queixas de pais e professores alegando comportamentos atípicos de adolescentes; algo relacionado ao “Jogo da Baleia Azul”. Fiz uma sucinta análise sobre a origem e o funcionamento desse jogo; e pude perceber que é algo diabólico terrível e destruidor, (Bullying Virtual) ou serial killer virtual, que precisa ser estudado com mais profundidade. Portanto, a priori pode-se perceber que o jogo tem caraterísticas de seitas diabólicas tornando as vitimas prisioneiras psicológicas incapazes de reagir.

Em tese tudo se inicia com um convite para a página privada e secreta do grupo no Facebook, e nela um instrutor passa alguns desafios aos seus novos jogadores; a partir de então, o que parece ser um jogo inocente, torna-se um jogo macabro e mortal.

É um jogo de práticas antigas “ritual de mutilação”, porém, a partir de 2015 ressurgiu na Rússia como 50 desafios, ou 50 etapas a serem cumpridas que começa ouvindo música psicodélica e termina com convite ao suicídio; e envolve o isolamento social, automutilação e incentivo ao suicídio. Existem diversas investigações policiais em vários estados do Brasil, pois, a relatos de varias vitimas fatais.

São 50 desafios macabros, diabólicos:

Os desafios vão induzindo psicologicamente o ou a adolescente a cumprir as tarefas; aqueles adolescentes que têm tendências depressivas e descontroles familiares, descontroles psicoafetivo e psicoemocionais são presas mais fáceis, porque reagem negativamente diante de determinadas situações, como por exemplo: uma conversa, uma palestra mal ministrada, e neste caso o jogo. Os desafios começam em ouvir música, assistir filmes de terror; automutilar; desenhar a baleia se cortando com laminas, e assim vai prosseguindo as etapas em uma espécie de “lavagem cerebral” escrever com uma navalha o nome daquele grupo na palma da mão; cortar o próprio lábio, desenhar uma baleia em seu corpo com uma faca, até chegar ao desafio final, que ordena tirar a própria vida, levando o individuo ao suicídio. Não tenho dúvida quanto à

malignidade do jogo, portanto, é preocupante e mortal contrário ao ordenamento jurídico, e fica claro que as condutas dos responsáveis são diabólicas e criminosas e devem ser punidos ao rigor da lei; neste sentido as vitimas devem fazer o boletim de ocorrência policial de imediato e tudo que puder colher como prova do crime e estregar a policia.

Percebe-se que por detrás existe uma ação planejada do inimigo que é um ser inteligentíssimo, dotado de sabedoria e com grande poder de persuasão, ilusão e domínio; uma espécie de um imperador virtual que comanda legiões de demônios; que estuda atentamente a vida das pessoas, principalmente os adolescentes sabendo seus pontos mais sensíveis e as fraquezas para que possa tacar; cf. 1Pe.5.8.

Trabalhando com a prevenção:

A prevenção é o melhor remédio; o cumprimento dos deveres de casa, a presença e a ação paternal e maternal são remédios eficazes para coibir ações malignas devastadores; cf. Sl. 127 e 128.


2.1. Os Pais devem ficar atentos ao comportamento do adolescente:

Uma mudança comportamental que foge a regra natural da convivência familiar e escolar podem indicar indícios de que este adolescente esteja sobre influência do jogo. Outros comportamos que devem ser levados em consideração: (fechamento em quanto, comportamento esquiva, isolamento, mudança alimentar, e outros hábitos que fogem a rotina) os pais devem estar atentos a rotina dos adolescentes e monitorar seus amigos, tabletes e celulares, colocando aplicativo de rastreamento para acompanhar. Outro detalhe que deve ser levado em consideração é adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha.


2.2. O Acolhimento:

O dialogo faz parte do processo do acolhimento e é de suma importância na identificação de comportamento contrário os padrões cristão. Os filhos precisam ser acolhidos afetivamente por seus familiares, isso reforça seu comportamento psicoafetivo; o apoio da família ajuda em suas frustrações e desajustes emocionais que são oriundos dessa fase da vida; no âmbito da família o adolescente deve ter espaço para o dialogo para que ele se sinta protegido.

Os pais devem dar mais atenção aos seus filhos, dialogar com eles de modo franco e aberto. É flagrante ver as crianças e adolescentes abandonadas, entregues às redes sociais e internet, trancadas em quartos, sem o menor monitoramento dos pais; lamentavelmente tenho atendido crianças e adolescentes com comportamentos psicopatológicos e gravíssimos oriundo dessas famílias.

A falta da educação cristã no âmbito familiar é visível nos dias hodiernos; os jogos virtuais em sua maioria são nocivos, com exceção dos jogos educativos trabalhados psicopedagogicamente; quando os adolescentes não tem atenção de seus pais, eles irão procurar suprir essa necessidade básica nos jogos; penso que a autoridade materna e paterna está em pleno vigor no século XXI; e que a ausência dela resultam em uma educação permissiva e abre espaço para entrada dos jogos virtuais.


2.3. O Papel da Igreja:

A igreja, e os grupos de adolescência por ela formados são fortes aliados. Os adolescentes precisam de aliados da igreja e de pessoas em que eles possam confiar para compartilhar seus desejos, projetos e sentimentos. O jogo da baleia azul é muito pernicioso e percorre áreas do cérebro que trás sensação de prazer, sendo reforçado por substância químicas neurais que são liberadas levando o adolescente a um ciclo vicioso; onde o estimulo presente reforça a ir à etapa seguinte, e assim o adolescente fica sendo manipulado por quem controla o jogo.

A igreja ajuda a criar e construir laços de amizades sadia e fraterna para a maturação psicológica e neurobiológica dos adolescentes. A igreja precisa investir no potencial dos adolescentes, na área de evangelização, música, palestras, dinâmicas e outras ações e práticas que ocupem parte de sua energia psíquica, e designar pessoas quem tem habilidades e vocação para estar atento e fazer o acompanhamento necessário. O adolescente não deve ser um anônimo, deve ser aceito como pessoa; eles saberão que são importantes para a igreja e, consequentemente, para Deus, através dos programas feitos especialmente para eles.

Os adolescentes tem uma disposição mental para aprendizagem, capacidade de concentração, habilidade para discussão e o aumento de independência intelectual fazendo que sejam participativos, dai a importância de tê-los como fortes aliados da Igreja, cf. 2Tm. 3.15.



2.4. Ajuda Profissional:
A ajuda profissional é sempre bem vidas. Os pais não devem se intimidar ou ficar acanhados diante da situação, e se algo fugir seu controle deve procurar ajuda de um profissional da psicologia, psiquiatria etc. O adolescente é vulnerável psicologicamente, haja vista que o aspecto neuropsicológico ainda esta em formação, principalmente o “lobo frontal” e são os alvos preferenciais dos controladores do jogo.

Pelo que se se percebe o jogo é altamente destrutiva a saúde mental, emocional do adolescente causando transtornos psiquiátricos graves, inclusive transtorno de personalidade borderline. A ajuda da psicologia é importante porque o jogo cria a chamada “alienação psicológica” impondo medo, falta de sono e obriga a desafios que alteram o comportamento, levando a pessoa a viver no limite entre razão e loucura, entre o real e o virtual. “limítrofe”


2.4.1. Os Aspectos Psicológicos do Jogo:

São desafios; desafios são algo que atrai e seduze o adolescente facilmente. O jogo foi preparados e projetados para desencadear compulsão e obsessão para chegar ao fim. Parece que a mutilação e gerada como uma estratégia para “diminuir” a dor e angústia psíquica gerada pela ânsia do jogo; neste aspecto aparecem os transtornos de personalidade “borderline” associado à depressão e bipolaridade levando o adolescente um surto psicótico dando fim a sua própria vida.

Parece em tese, ou a priori que o idealizador do jogo conhece perfeitamente as técnicas da falsa psicologia “macabra” da submissão e alienação psicológica onde o individuo é preso ao medo sob forte ameaça, causando uma espécie de dependência. Por outro lado percebo que há nítida e explicita ação demoníaca em cada etapa em que o jogo propõe.

Baleia azul  é  o  retrato  de  uma  sociedade  perversa  e

corrompida:

Precisamos estudar mais sobre o assunto, mas, não há dúvida que precisamos proteger nossos filhos dos perigos dos jogos na internet; o nome do controlador do jogo é curador, que a princípio se apresenta como alguém que vem dar solução a depressão, a angustia, tristeza do adolescente apesentando-se como ovelha e terminando como dragão. Pude perceber nas ocorrências escolares e nos relatos dos pais e professores que a maioria das vítimas é meninas, e meninas oriundas de famílias

desestruturadas. São vitimas de psicopatas (antissocial) que tem prazer em praticar sofrimento e atrocidade a outros.

Outro fenômeno presente que tenho acompanhado é a frequência de adolescentes que já vêm praticando o ritual do autoflagelo, que me chama atenção é que parece que “estar na moda”, o que tem sido uma preocupação para os psicólogos, professores e os especialistas em saúde mental.

A meu ver esse jogo da Baleia Azul é resulta do agravamento da crise moral em que se encontra a sociedade, a falta de fé, uma educação materialista, cf. Fl 2.15; a baleia azul é apenas um retrato do quadro caótico moral e espiritual em que se encontra a sociedade contemporânea.


Mauricio Brito é Pastor, Psicólogo Clínico, Neuropsicologo, Especialista em Saúde Mental e analista do comportamento. Contatos: ferreirabrito.mauricio@gmail.com 69-9 92244161


Conteúdo: Jaru On line 

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