Agentes penitenciários realizam manifesto em frente ao presidio em Nova Mamoré - RO | Bastidores da Notícia

Impedido de deflagar greve por uma liminar do Tribunal de Justiça de Rondônia, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Rondônia (SINGEPERON) adotou uma tática menos radical para tentar convencer a justiça de que o governo faz "vistas grossas" para a categoria.
Os agentes foram convocados para um manifesto que vai durar cinco dias longe dos presídios, sem paralisar as atividades no sistema.
Em Nova Mamoré a categoria está reunida na estrada da penitenciaria Pandinha, onde foi montada uma tenda que vai servir como base do movimento até a próxima segunda feira, dia 26.
Anderson Pereira, presidente do sindicato, garantiu que nenhuma atividade da categoria foi suspensa ou paralisada dentro das mais de cinquenta unidades prisionais do estado. Segundo ele, o movimento é pacífico e foi organizado para mostrar ao Tribunal de Justiça, os problemas que a categoria enfrenta para desempenhar suas funções.
"Dentro e fora dos presídios as atividades continuam normais, não houve nem vai haver paralisação do pessoal. Vamos respeitar a decisão da justiça mas na mesma medida, vamos cobrar que sejam aplicadas ao governo, a sanções para o estado cumpre com suas obrigações", disse ele, relatando uma série de fatores que alega justificarem o movimento.
A categoria, precisa de melhores condições de trabalho, e cita que os agentes atuam hoje sem um número suficiente de algemas, munição letal e não letal e principalmente, são submetidos a uma carga horária desgastante, devido o déficit operacional.
"A gente possui pouco mais de dois mil e cem agentes, quando o estado precisa de pelo menos mais seis mil para suprir a demanda", alerta.
Escala
Na opinião do secretário de Justiça, a manifestação dos agentes tem outro motivo. É que atualmente, esses servidores seguem uma escala de 24 horas por 96 horas, ou seja, trabalham um

dia e folgam quatro. Mas, por recomendação do Ministério Público do Estado, a partir do próximo dia 1º de novembro, os agentes terão que cumprir turnos de 12 horas por 24 horas e de 12 horas por 72 horas.
"Da forma como a escala está, é irregular, porque esses servidores são obrigados a cumprir 40 horas semanais. Se a escala não muda, eu vou ser responsabilizado por improbidade administrativa", explica Marcos Rocha. Ele destaca que a mudança já deveria estar valendo desde 1º de outubro, mas, a pedido do Singeperon, foi adiada por um mês.
Mesmo a carga horária estando prevista em lei, o presidente do sindicato da categoria reclama que a nova escala vai sobrecarregar os agentes. "Nossa maior preocupação é que essa nova escala deixará o servidor muito estressado, pois ele ficará mais tempo dentro do presídio e não temos nenhum acompanhamento psicológico oferecido pelo estado. Trabalhar dentro da carceragem de um presídio não é como trabalhar em outros locais da sociedade, o nível de estresse é muito alto", argumenta Anderson Pereira.

No interior, garantiu o sindicalista, o movimento também está acontecendo e até a próxima a segunda feira a categoria vai se concentrar na frente dos presídios.

Fonte: Alerta Mamoré com informações G1 e Rondônia Ao Vivo






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