Prefeito em MT é executado dentro de carro; secretário é baleado | Bastidores da Notícia

O prefeito de Colniza Esvandir Antônio Mendes, 61 anos, (PR)  mais conhecido como Vando, foi assassinado a tiros na tarde desta sexta-feira (15) no centro da cidade de Colniza(1.114 km de Cuiabá).
Prefeito foi perseguido e atingido por disparos quando chegava em Colniza (MT)


Conforme informações da Polícia Militar, os suspeitos de cometerem o crime estavam em um SUV de cor preta. O prefeito foi abordado no momento em que chegava da zona rural e estava acompanhado do secretário de finanças daquele município. Os dois começaram a ser perseguidos pelos suspeitos que estavam na SUV, segundo o comandante.



"Eles [suspeitos] começaram a a atirar contra o carro. O prefeito tentou fugir por um tempo e, mesmo ferido, conseguiu chegar até um posto de gasolina localizado na entrada da cidade, onde encostou o carro. Os dois foram feridos, mas o prefeito não resistiu", disse o coronel

O secretário municipal recebeu dois tiros, um na perna e outro nas costas, e está sendo avaliado no hospital de Colniza. A situação dele é estável, segundo a PM.




O local onde o crime ocorreu foi isolado e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Juína, a 737 km de Cuiabá, foi acionada para atender a ocorrência. A Polícia Civil deve investigar o caso. (Informações do G1)


Outra morte
Em março deste ano, o ex-vereador Élpido da Silva Meira (PR), de 53 anos, também foi assassinado a tiros dentro de casa, em Colniza. Ele foi atingido por disparos no tórax, segundo a Polícia Militar, quando chegava na residência. Nada foi levado da casa pelos suspeitos.

Chacina na zona rural
A região de Colniza é conhecida como uma área de conflitos agrários. Em abril deste ano, nove trabalhadores rurais foram assassinados na gleba Taquaruçu do Norte, naquele município.



A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área. Com a morte das vítimas, a intenção do mandante era assustar os moradores e expulsá-los das terras, para que ele pudesse, futuramente, ocupá-las, segundo denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE).

 

 
Top