ANEEL APROVA MUDANÇAS E CONTA DE LUZ TERÁ AUMENTO AINDA ESSE MÊS | Bastidores da Notícia

Aneel aprova aumento
A conta de luz vai aumentar a partir deste mês. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Energia Elétrica- Aneel, hoje (14)meio de audiência pública. As distribuidoras pleitearam a criação de novo patamar de bandeira amarela, mas o relator entendeu que a estrutura atual é a mais adequada. Isso acontece porque a bandeira tarifária de energia elétrica será amarela. Até outubro, a bandeira era verde, indicando que não havia risco de custos muito elevados no futuro e, por isso, sem cobrança de taxa.
Os consumidores pagarão taxa extra de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos. Como justificativa, estão as condições desfavoráveis de clima, principalmente, a falta de chuvas nas regiões Norte e Nordeste. O resultado foi a necessidade de acionar um número maior de usinas que produzem eletricidade por meio da queima de combustíveis para atender ao consumo no país. E se a situação piorar, a bandeira pode se transformar em vermelha, com custo de até R$ 4,50 por 100 kWh.
Desde 2015, as contas de energia passaram a trazer o sistema de Bandeiras Tarifárias. O sistema possui três bandeiras: verde, amarela e vermelha e indicam se a energia custa mais ou menos, pelas condições de geração de eletricidade.
“Além do aspecto econômico, o sistema de bandeiras tarifárias possui caráter educativo, e é uma forma transparente de comunicar aos consumidores que as condições de geração de energia elétrica no país estão menos favoráveis, no caso de bandeira amarela, ou mais custosas, de acordo com o patamar de bandeira vermelha que é acionado”, explicou o diretor José Jurhosa, relator da proposta.
A cor da bandeira que é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) indica o custo da energia, em função das condições de geração de eletricidade. Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.
A Aneel também decidiu hoje abrir uma nova audiência pública para para discutir como o aumento do risco hidrológico deste ano será repassado para as tarifas dos consumidores. A expectativa da Aneel é que o custo desse risco, que reflete a falta de chuvas e a geração menor de energia pelas hidrelétricas, e não é coberto com a bandeira tarifária, possa chegar a R$ 5 bilhões neste ano, o que pode significar um impacto de 2,5% nas tarifas de energia.
Mas, de acordo com a Aneel, esse não será um custo novo para os consumidores, apenas será aplicado nos reajustes das tarifas deste ano, em vez de entrar apenas no ano que vem, com correção pela taxa Selic. Com informações da Agência Brasil.
 
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