ACRE: Rio marca 9,88 m e ultrapassa cota de alerta em Brasileia, no interior | Bastidores da Notícia

Uma família foi retirada do bairro Cageacre nesta quinta-feira (16). Defesa Civil e Corpo de Bombeiros monitoram nível do manancial.

Enchente em Brasileia atingiu primeiro bairro e uma família foi encaminhada para casa de parentes (Foto: Divulgação/Defesa Civil de Brasileia)
O Rio Acre, em Brasileia, subiu mais de 1 metro nas últimas 24 horas e marcou 9,88 metros nesta quinta-feira (16). De acordo com Francisco Lima, coordenador da Defesa Civil do município, o bairro Cageacre foi atingido pelas águas e uma família retirada preventivamente do local e encaminhada para casa de parentes. A cota de alerta do manancial é de 9,80 metros e a de transbordo de 11,40.
“A água estava chegando no assoalho da casa dessa família e pediram para serem retirados. Essa subida repentina ocorreu nesta manhã, mas acreditamos que o rio vai vazar como ocorreu em Assis Brasil, por exemplo”, diz Lima.
Apesar de acreditarem em uma vazante do manancial, o coordenador diz que o órgão e o Corpo de Bombeiros monitoram as regiões de risco e trabalham na montam de um abrigo caso mais pessoas sejam desalojadas.
“O bairro atingido é bem baixo, mas seguimos monitorando esse local e outros. Estamos tranquilos, mas, por precaução, mobilizamos as equipes necessárias. Esperamos que não haja uma enchente, mas se houver estamos preparados”, afirma.
Defesa Civil e Corpo de Bombeiros monitoram nível do manancial e situação de famílias em áreas de risco (Foto: Divulgação/Defesa Civil de Brasileia)
Cheia histórica em Brasileia
No dia 23 de fevereiro de 2015, a cheia do Rio Acre atingiu 100% da cidade de Brasileia, distante 232 km de Rio Branco. Considerada a pior cheia da história da cidade, a prefeitura do município decretou estado de calamidade pública. No mesmo dia, o nível do manancial atingiu 14,85, marca superior à registrada na cheia de 2012 que foi 14,77 metros.
Na época, o governo do estado informou que 13 bairros foram atingidos diretamente pela cheia, parte da energia foi suspensa, o sistema bancário caiu e a comunicação via celular de três operadoras está interrompida.
O número de famílias afetadas chegou a 577, entre desabrigadas e desalojadas. Um total de 1.880 pessoas. Dentre o quantitativo de famílias, 251 ficaram desabrigadas. O rio chegou a ficar 3,41 metros acima da cota de transbordamento, que é de 11,40 metros.
Por causa da cheia, o hospital Raimundo Chaar, localizado na Rua Prefeito Rolando Moreira, um dos locais atingidos pela enchente, passou a atender apenas procedimentos de urgência e emergência. A água também invadiu outros órgãos públicos, como o INSS, o Tribunal de Justiça, prédio do TRE. Com informações G1
 
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