Caminhoneiros fecham BR-364 pelo 2º dia, contra queda no preço do frete | Bastidores da Notícia

 

Em protesto contra a queda no preço do frete, cerca de 200 caminhoneiros bloqueiam pelo segundo dia dois trechos da BR-364, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, neste sábado (14). Segundo Gilmar Marinho, um dos manifestantes, no início da colheita da safra do ano passado, o custo do frete estava 30% acima do valor pago atualmente.

"Não estamos tendo condições de trabalhar por causa baixo custo do frete. Estamos cobrando que as transportadoras paguem o piso mínimo que é estabelecido pela Sefaz [Secretaria Estadual de Fazenda", afirmou.

Ele citou, como exemplo, o valor pago a um caminhoneiro para o transporte de uma tonelada de grãos entre Lucas do Rio Verde, a 360 km ao norte de Cuiabá, até Rondonópolis, no sul do estado. "De Lucas do Rio Verde a Rondonópolis está sendo pago R$ 75 por tonelada e, no ano passado, era pago R$ 95 por esse mesmo trecho, sendo que desse período para cá o preço do diesel subiu seis vezes", declarou Marinho.

Os caminhoneiros também manifestam apoio ao Projeto de Lei 528, que tramita na Câmara Federal, e prevê a criação da Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, a qual deve estabelecer um custo mínimo para o frete, que, segundo Marinho, deve evitar que as empresas paguem o que quiserem aos motoristas.

"Ocorre que tem empresas atravessadores que pegam um frete por R$ 300 a tonelada e pagam menos da metade desse valor ao motorista. Hoje um caminhoneiro não ganha nem três salários mínimos por mês. E, muitas vezes, ele se submete a ganhar pouco para não ficar sem trabalhar, pois tem família para sustentar", afirmou.

A queda no custo do frete, de acordo com ele, também fez com que algumas transportadoras reduzissem a frota. "Uma transportadora de Rondonópolis reduziu 20% da frota no último ano e isso desemprega muitos motoristas", pontuou. Apenas na região de Rondonópolis são 7.800 motoristas cadastrados na Associação dos Caminhoneiros da região.

O protesto na rodovia começou no início da manhã de sexta-feira (13). Não está sendo permitida a passagem de veículos de carga. A previsão é que a manifestação dure cinco dias. Com informações G1

 
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