Mulher que matou a filha pode ter traído o marido e premeditado o crime | Bastidores da Notícia

(Reprodução Jornal Bastidores da Notícia/ Alda Poggi Pereira)

A Polícia Civil de Ribeirão Preto e o Ministério público apuram se a professora de música Alda Poggi Pereira, de 59 anos, tinha um caso extraconjugal com o vizinho que a impediu de cometer suicídio e se ela premeditou a morte da filha, a estudante bolsista de mestrado da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Unesp de Araraquara e professora de sociologia Ligia Poggi Pereira, 31.

 Ela foi morta pela mãe enquanto dormia na casa da família, em Ribeirão Preto, no dia 25 de junho. O caso chocou o País porque a jovem estava grávida de sete meses. O bebê não resistiu e foi enterrado ao lado dela.

Alda permanece internada na ala psiquiátrica de um hospital em Jaboticabal. Ela foi socorrida após o ataque e ficou uma semana em internada sob escolta policial, até que a Justiça concedeu liberdade provisória condicionada à internação psiquiátrica.

Ainda não existe um laudo comprovando a doença. Em depoimento, segundo a Rede Record, Alda disse ter um relacionamento amoroso com o vizinho e isso a fez ficar sem identidade e cansada. Ele nega o caso. A polícia e o MP pediram uma reconstituição do caso e a busca na casa do suposto amante.

Nos dois depoimentos prestados à polícia, Alda afirmou que não se lembra do dia do crime. Em segredo de Justiça, o inquérito concluiu que horas antes de esfaquear a filha e o neto, a professora de música comprou combustível e as facas usadas - o material foi apreendido, o promotor Marcus Tulio Nicolino disse ter pedido à Justiça que Alda seja examinada por médicos peritos, para comprovar se ela sofre, ou não, de algum tipo de transtorno psquiátrico. É preciso, ainda, explicar como o vizinho entrou na casa e a salvou.

(Filha, Ligia Poggi Pereira)
"A gente ainda não sabe se ela teve um surto psicótico, ou se ela premeditou o crime. É muito importante, antes de falarmos sobre a motivação, esclarecer qual a situação mental dela. Se ela é louca, se não é, se sofre de esquizofrenia, ou não", afirmou. "Se ela era sã mentalmente, a gente pode ter a possibilidade de ter premeditado o crime e, para premeditar, teria um motivo. Só que esse motivo ainda não está evidenciado. A polícia tem tempo para trabalhar com todas as possibilidades que ainda não ficaram esclarecidas", afirmou o promotor.

A polícia informou que Ligia foi esfaqueada na barriga e na mão enquanto dormia. Descontrolada, a mãe dela ainda tentou matar o filho da professora de quatro anos. Ele foi ferido no pescoço, passou por cirurgia e está bem. Médicos fizeram a cesária na professora, mas não conseguiram salvar ela e o bebê. O marido dela estava trabalhando na Itália e voltou às pressas para o enterro.

Na internet, o marido de Lígia, o produtor audiovisual Matheus Vieira fez um desabafo lembrando que eles sempre foram contra essa cultura absurda de linchamentos e acusações sensacionalistas por parte da mídia. "A lembrança que tenho da Alda, mãe da Lígia é de uma mulher apaixonada pela família e que sempre fez tudo pelo neto e pela filha, nunca ninguém imaginaria que uma coisa dessas pudesse vir a acontecer e não tenho dúvidas que ela não estava em sã consciência, assim não quero saber os motivos que levaram a isso pois tenho certeza que não existem motivos racionais que expliquem. "

Ele citou, ainda, não ser capaz de analisar o que houve.
 "Talvez psiquiatras consigam ter um diagnóstico, quero deixar registrado que doenças psiquiátricas não são frescura e tem que ser tradadas, no entanto nunca soube se Alda era ou não diagnosticada com alguma.

Com informações, R7
 
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