Coluna do Fábio Marques: COMEÇOU O ANO POLÍTICO | Bastidores da Notícia

fabio ano politicoPara muita gente do meio político parece que ainda é muito cedo para se conversar a respeito das eleições municipais que deverão ocorrer em outubro. De qualquer maneira não se pode dizer que estejam de todo errados. Mas apenas sob alguns aspectos. E é sobre estes aspectos que devemos discorrer e refletir com mais constância. É claro que também não há sentido algum em fazer o povo desviar-se de suas atenções da lida diária para se antenar na política, até porque o interesse pelas eleições só começam a desenrolar pra valer depois da escolha das convenções dos partidos, quando já se começam a definir quem serão os candidatos.
Mas por outro lado, apesar de estarmos distantes das eleições, esta época do ano já deveria se situar dentro da logística de especulações desses partidos a fim de que os mesmos tenham tempo suficiente de dar as caras, aparecer e dizer quem são e para que fim vieram. Quanto a isso faz-se necessário começar a agir, até porque há uma ignorância por parte do populacho em relação às responsabilidades das legendas. Quem sabe talvez não seja esta ausência e o fato de a sociedade ignorar a planilha dos partidos, que justifiquem o que revelou a revista Veja numa pesquisa feita tempos atrás: que as facções políticas são a classe de mais baixo crédito entre as instituições.
Quem convive e atua no dia-a-dia da política sabe muito bem que esta conclusão reflete muito mais falta de cultura do que censura. O problema é que os partidos não vão à campo para se mostrar de forma didática, e das vezes que se utilizam dos horários da propaganda no rádio e na TV, preferem, salvo raras exceções, encher lingüiça e perder tempo com picuinhas, tititís, disse-me-disses e falsas promessas. Seria muito bom que viessem para revelar quem são e que “diabos” querem. E mais: eles deveriam também explicar como poderiam fazer para tornar realidade o que tão fácil prometem nas campanhas. Alguma coisa tem que ser feita para que se preencha este vácuo que insiste em continuar entre as entidades políticas e a população.
Mas voltando à estaca zero, a melhor coisa que se poderia fazer é que mesmo sem falar de virtuais candidatos e alianças, os partidos buscassem os veículos de imprensa e pedissem licença para se apresentar. Atitudes como essas poderiam evitar, por exemplo, a indignação popular ante o momento que estes partidos nos propiciam devido a baixa qualificação de alguns candidatos. Nas últimas eleições muita gente ficou perplexa com a amostragem de candidatos e alianças, através de panfletagens, carreatas, bandeiraços e outros expedientes, que antes de causar entusiasmo, geraram grande decepção.
Para sanear esta situação seria mister que os partidos agissem com mais rigidez na seleção dos candidatos e buscassem evitar ao máximo os sem a mínima qualificação, assim como aqueles que estão “queimados” com o povão. Desta forma seriam banidos da política tanto os incapazes e os “ficha-sujas” quanto aqueles que se aproveitam da situação caótica pela qual a cidade está passando para fazerem “Show-busines” político. Ainda existem sim, caros amigos, candidatos dignos de confiança e aptos ao exercício da atividade pública.
 
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